quarta-feira, 4 de junho de 2014

23 Abril 2014

Semblante meigo, olhar profundo, onde estará minha esperança? Morreu, morreu junto comigo e não mais encontrei um tanto sequer da fé que vendia. Se fez minha companheira, quanta crueldade! Onde estava Deus nesse momento? Me revoltei contra eu próprio. Talvez se eu não estivesse naquele lugar tão vazio, escuro, nada tivesse acontecido. Quando percebi o perigo, apertei em minhas mãos o terço que minha mãe me deu, comecei a rezar "Ave Maria cheia de graças!", mas não adiantou... ele me alcançou e me caçou como se eu fosse uma presa... pra que tanta crueldade comigo? Gritei, gritei e nada adiantou... tão machucada eu fiquei. Eu me fui, sai dali amparado por uma mão reluzente. Me levantei calmamente, sem dor, sem ferida, calma, Amém Senhor! pelo amigo que me mandaste. Amém Virgem Maria por me socorrer quando precisei. Aqui estou, bem, com a fé e a esperança renascendo para uma nova vida que há de vir.

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